Estamos de volta


Estão de volta.

Depois de um hiato forçado por conta de desavenças com o servidor, retornamos com nossas costumeiras abordagens sobre os acontecimentos à nossa volta.

E o momento é bastante ruim, pois temos o retorno de Luís Inácio ao poder, um meliante já condenado por todas as instãncias e solto convenientemente para concorrer e vencer o destrambelhado Bolsonaro, ocupante que poucas saudades deixa e que teve o demérito de proporcionar a volta do pior cenário possível da política nacional.

Ressalve-se que o STF teve papel particular nesse retorno, uma vez que decidiu, de modo absolutamente canalha, retroceder nos avanços que a Lava Jato havia conquistado. E, diga-se, conquistado com toda a anuência do mesmo STF.

O que mudou? A chance de poder reagir à punição aos condenados, possibilitando a volta daqueles que haviam sido pegos com a boca na botija. Gente do calibre de Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, Geddel Lima, José Dirceu e Lula. Gente que roubou da maneira mais desavergonhada e continua a se beneficiar da mãozinha do STF – ou seja a solidariedade daqueles que os protegem das punições previstas em lei.

A exemplo do que aconteceu na Itália, com a Operação Mãos Limpas, o chamado “sistema” reagiu e impôs a volta do modus operandi que gente decente rejeita. É o retorno do fisiologismo descarado, do compadrio desavergonhado, do escambo de favores utilizando a “coisa pública”. Enfim, é a volta da safadeza mais canhestra que podemos imaginar.

Serão pelo menos 4 anos de agressão initerrupta ao dito “estado democrático de direito”, onde o STF desempenha papel fundamental na proteção dos apadrinhados, enquanto os desavergonhados vão se aboletar nas tetas do Estado.

E nós, claro, pagamos essa conta.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *