
A frase acima começou a ecoar na web a partir do final de 2025, com autor desconhecido. Mas não poderia ser mais ilustrativa da falta de predicados louváveis do sujeito da imagem.
Dias Toffoli, ministro do STF desde 2009, quando foi indicado pelo então presidente Lula – aquele mesmo pilantra condenado por corrupção. Antes disso, seus maiores feitos profissionais abrangem a passagem como consultor jurídico na CUT de 1993 a 1994, assessor parlamentar na ALESP em 1994 e assessor jurídico da liderança do PT na Câmara dos Deputados de 1995 a 2000. Foi também professor de direito constitucional e direito de família no Centro de Ensino Unificado de Brasília de 1996 a 2002 e chefe de gabinete da Secretaria de Implementação das Subprefeituras do Município de São Paulo em 2001.
Advogado de três campanhas presidenciais de Lula, em 1998, 2002 e 2006, com a vitória de Lula em 2002, Toffoli virou subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil da Presidência da República de 2003 a 2005. Após, exerceu a advocacia privada entre 2005 e 2007, quando foi indicado pelo presidente Lula para o cargo de advogado-geral da União.
Tentou o concurso para a magistratura em 94 e 95, tendo levado bomba em ambas as oportunidades.
Toffoli é considerado por muitos como o mais despreparado dentre aqueles que vestem a toga do STF. Opinião que se sustenta não só no seu currículo ralo, mas também por suas opiniões confusas e desprovidas de estofo jurídico.
Como se não bastasse toda essa pantomima para esse sujeito virar um poderoso Ministro do STF, ele ainda enveredou pela trilha do ganho fácil pelas tortuosas amizades e negociatas com gente endinheirada e de parcos resquícios de moralidade – bem ao seu estilo.
Uma das artimanhas utilizadas pelo ilustre ministro – que já confessou ter participado de roubo de arquivos em um processo legal, é utilizar o escritório de advocacia de sua esposa, Roberta Rangel, para “resolver” alguns casos espinhosos.
Mas o caso mais recente, seu envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master, explodiu no noticiário a partir da constatação da proximidade entre as personagens, que começou a se evidenciar a partir do fatídico voo em que estavam Toffoli e o advogado Augusto Arruda Botelho, para assistir a final da Libertadores em Lima, no Peru. Arruda Botelho, para quem não sabe, é o advogado que defende o Banco Master.
A partir daí, Toffoli recebeu a relatoria do caso e, “surpresa”, determinou o sigilo do processo e esculhambou de vez a investigação, com pedidos descabidos como uma acareação antes dos depoimentos e a guarda de provas no STF.
A casa caiu de vez quando a PF entregou ao Presidente do STF, Fachin, um conjunto de documentos que revelariam conversas no celular e Vorcaro, onde haveria menções ao pagamento pela compra de um resort, do qual uma empresa de Toffoli era sócia. A PF investiga o repasse de dinheiro a Toffoli por uma empresa que vendera em 2021 a sua participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, para um fundo ligado ao Banco Master. Resort que, no final das contas, teria Toffoli como sócio.
Agora, após a “destituição” de Toffoli da relatoria do caso, em mais uma decisão destrambelhada inventada pelo STF, a instituição, já desacreditada, se depara com mais um desafio: o que fazer com Toffoli?
Para quem nem deveria ter estado lá, não é tarde para se despedir. O risco é enfrentar um processo recheado de acusações graves.