A mentira como prática


A mentira sempre fez parte do arsenal da tal “esquerda”

Mentir é uma prática recorrente do ser humano. De maneira geral, mentimos pelo medo das consequências de que algo seja conhecido: algo que fizemos, que deixamos de fazer, que ouvimos, que vimos, que falamos ou que soubemos.

Além do aspecto da falha de caráter, mentir também é uma questão de sobrevivência. Se serve de consolo, o humano não é o único a viver de enganos. Outros seres vivos, como plantas e animais, também enganam para conseguir o que querem – os vírus têm estratégias para trapacear os sistemas imunológicos de seus hospedeiros.

Nossos ancestrais da Idade da Pedra já mentiam. Se não conseguiam alcançar seus objetivos por meio da força bruta, tinham que recorrer a outras técnicas, mais sutis, incluindo a manipulação e o engodo, seja para manter o respeito do grupo ao voltar da caça de mãos vazias, para fugir de um predador, para conseguir alguém para acasalar ou para exercer a liderança sobre um grupo. Ou seja, somos hoje mentirosos por natureza devido às muitas vantagens adaptativas que a arte da dissimulação proporcionou aos nossos antepassados – e que continua a nos proporcionar ainda hoje.

É verdade que, de todos os seres vivos, nenhum mente tão bem e com tanta desenvoltura quanto os humanos. O homem mente tanto, mas tanto, que, segundo Smith, “não teria sido inadequado chamá-lo de Homo fallax (‘Homem enganador’) em vez de Homo sapiens (‘Homem sábio’)”.

E a esquerda brasileira se vale dessa ferramenta como os demais, mas em uma extensão e desfaçatez ímpares. Usam informações falsas deliberadamente, fazem falsas promessas e distorcem fatos de acordo com a conveniência, ainda que com pouco esmero e capricho, pois não resistem a duas perguntas mais sérias.

Quem não se lembra dos dois recibos apresentados pela defesa do então réu Luiz Inácio Lula da Silva para comprovar o suposto pagamento de aluguel de um apartamento alvo de investigação da Operação Lava Jato que traziam datas que não existem no calendário?

O agravante ali foi a absurda inépcia dos mentirosos – outra marca característica da dita “esquerda” brasileira que, aliás, justifica o ditado de que “mentira tem perna curta”.

O último exemplo é a desculpa muito fajuta de Flávio Dino, nosso digníssimo Ministro da Justiça, que, em recente visita ao chamado “Complexo da Maré”, área notória pelo renhido e sangrento conflito entre traficantes pelo seu controle, argumentou, para justificar a tal visita, de que o conteúdo de um relatório elaborado por uma ONG local, chamada “Redes da Maré”, teria sido aproveitado na elaboração do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) – lançado nesse mesmo dia.

Relatório de credibilidade muito questionada, já que se utiliza de dados nada confiáveis e com pesadas críticas às forças de segurança e, seguindo o tom do relatório, sem mencionar as facções criminosas, motivadoras dos assustadores índices de criminalidade no Rio de Janeiro. Em outras palavras, alinhado ideologicamente, ainda que sem lastro científico.

Resumidamente, grande parte dos dados apontados no boletim não são oficiais e a tal ONG contaria com colaboradores e coletaria dados junto aos moradores e outras organizações atuantes nas favelas da Maré. Levantamento em veículos de comunicação e até em redes sociais também seriam levados em conta. O que soa bastante risível.

Outro problema relacionado ao “filtro” dado às informações é que a tal ONG só opera no local graças à autorização das “lideranças” do narcotráfico local. Portanto, quaisquer dados que mostrem que a violência nos morros é consequência direta do crime organizado, tais informações jamais poderiam ser publicadas. Algo bastante fácil de se constatar.

O lamentável disso tudo é que, de um lado, temos uma parcela significativa da população que é conivente com essa postura por mero alinhamento ideológico. Do outro, temos uma parcela significativa da imprensa que silencia diante desses fatos para se manter alinhada com a tal “esquerda”.

Precisamos expor essas mentiras para que não virem mais uma “pós-verdade”.


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